Britânica entra na menopausa aos 12 anos.

Se a mentruação incomoda muita gente, a falta dela pode incomodar muito mais. Pouca gente sabe, mas a interrupção abrupta do fluxo menstrual pode significar uma síndrome pouco comum: a falência ovariana prematura. Em outras palavras, a menopausa precoce. O problema acomete até 3% da população feminina e pode ter consequências graves, como infertilidade e osteoporose.

 . Foto: Getty Images "Consideramos prematura quando acontece antes dos 40 anos. A síndrome é caracterizada por uma alteração no ovário, que deixa de responder aos estímulos de hormônios produzidos pela hipódise, o FSH e o LH. Sem essa resposta, o ovário se torna incapaz de produzir óvulos e o hormônio feminino estrogênio", explica o vice-presidente de Endocrinologia Feminina da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Ricardo Meirelles.

Segundo o profissional, como a interrupção da menstruação pode significar outros problemas ¿ como ovário policístico, falta de nutrientes ou excesso de exercícios físicos ¿ é preciso investigar a situação para que, assim que o diagnóstico seja feito, o tratamento possa se iniciar imediatamente.

"O ideal mesmo é que a mulher vá ao ginecologista ao menos uma vez ao ano. No caso de uma irregularidade na menstruação, aí é que deve ir mesmo. Quando iniciado cedo, o tratamento evita os sintomas incômodos da doença como fogacho, e até uma osteoporose precoce, aos 50 anos, por exemplo", completa a ginecologista da Clínica Huntington, Isabel Correa.

Caso inédito de adolescente britânica
Em um caso aparentemente inédito na medicina, a britânica Sarah Johnson, 27 anos, surpreendeu especialistas ao revelar que entrou na menopausa com apenas 12 anos.

Ela estava no colégio quando começou a sentir os primeiros sintomas. Após realizar inúmeros exames, foi diagnosticada com o raro distúrbio genético chamado Síndrome de Mosaic Turner.

Aos 14 anos, Sarah começou a fazer tratamentos de reposição de hormônios para evitar hipertensão, perda elevada de cálcio, osteoporose e doenças cardíacas. Entretanto, a britânica nunca poderá engravidar ¿ mesmo com tratamentos de fertilização.

Fonte:mulher
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